No podcast “Café na Praça” o mote para a conversa está na questão: <<Quando eras criança, o que querias ser quando fosses grande?>>
Entretanto uma amiga enviou-me a resposta de Michelle Obama, partilhada no livro Becoming.
“Quando era pequena, tinha aspirações simples. Queria ter um cão. Queria uma casa onde houvesse uma escada – dois andares para uma só família. E, sabe-se lá porquê, queria uma carrinha de quatro portas em vez do Buick de duas portas que era a menina dos olhos do meu pai. Costumava dizer a toda a gente que quando crescesse seria pediatra. Porquê? Porque adorava estar rodeada de crianças pequenas e depressa percebi que era uma resposta que agradava a adultos. Oh, Medicina! Que bela escolha!
Naquela época, eu usava o cabelo apanhado dos dois lados, mandava no meu irmão mais velho e conseguia, sempre e em qualquer circunstância, ter a nota máxima na escola. Era ambiciosa, embora não soubesse exactamente o que me propunha atingir.
Hoje em dia considero que se trata de uma das perguntas mais inúteis que um adulto pode fazer a uma criança: <<O que queres ser quando fores grande?>> Como se crescer fosse finito. Como se a dada altura nos tornássemos algo, e isso fosse o fim da conversa.”
Crescer não é finito. É esse o mote para o Café na Praça. É o início da conversa com as gentes do Alto Minho.